Fisioterapia

26/11/2013 às 08:00

Atuação da Fisioterapia em UTI

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No ultimo dia 18/11/2013 os acadêmicos e formandos do curso de fisioterapia  HENRIQUE SEUS CARUCCIO  e SANDRA ANGÉLICA BARBOSA CORREA apresentaram seu trabalho de conclusão intitulado Repercussões hemodinâmicas, nos níveis séricos de lactato e no conteúdo de oxigênio da mobilização passiva de membros inferiores em pacientes sob ventilação mecânica internados na unidade de terapia intensiva realizado sob a orientação da prof. Msc.Marilene Rabuske.

O estudo foi realizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP), com os pacientes que estavam sob o efeito de sedativos e respirando com a ajuda de aparelhos. Esse tipo de paciente está exposto a muitas alterações em seus órgãos e sistemas, devido ao longo tempo de imobilidade e pelos efeitos colaterais dos medicamentos. Um dos objetivos da fisioterapia dentro da UTI é prevenir/tratar essas alterações. Vale lembrar que a fisioterapia também tem grande atuação no que se refere a condução e interrupção do suporte respiratório dado pelos aparelhos ao paciente.

            Para tratar e prevenir as alterações citadas acima, a fisioterapia possui diversas técnicas. Umas delas é a chamada mobilização passiva. Embora essa técnica seja muito utilizada pelos fisioterapeutas, os efeitos imediatos que ela causa no paciente grave foram pouco investigados e estudados. Por isso, o trabalho decidiu investigar quais são esses efeitos da mobilização passiva dos membros inferiores sobre o sistema cardiovascular bem como sobre duas formas de controle da gravidade e condição da oxigenação do paciente crítico: o lactato e a saturação venosa central de oxigênio.

            O estudo foi realizado com 16 pacientes e após a execução da mobilização passiva houve um aumento significativo da frequência cardíaca e da pressão arterial. Os valores do lactato sanguíneo diminuíram após a execução e a saturação venosa central de oxigênio não se alterou de maneira significante.

            Portanto, o estudo concluiu que a mobilização passiva de membros inferiores em pacientes internados na UTI traz repercussões no sistema cardiovascular e nos níveis de lactato no sangue. O conhecimento dos resultados das técnicas aplicadas em pacientes graves norteiam e justificam a utilização destas, garantindo melhores condições de se avaliar a necessidade e segurança das mesmas. No presente trabalho, as alterações geradas pela mobilização passiva esclareceram seu papel enquanto técnica fisioterápica, contribuindo de forma positiva para enriquecimento da profissão enquanto ciência

 


Por Giane

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